sexta-feira, 30 de março de 2018

Os Filhos de Sem e o Sionismo.

     Vista de Jerusalém, tendo ao centro a Mesquita de Omar. Abaixo, os muros da Cidade Velha.
                                                   FONTE: www.pixabay.com

            Conforme descrito na Bíblia, os filhos de Noé, Cam, Jafeth e Sem, após o Dilúvio, multiplicaram sua descendência. Do último descendem os povos como sumérios, acadianos, assírios, caldeus, arameus, hebreus, moabitas, amonitas, edomitas, árabes, etc. Assim, tanto esses como seus respectivos descendentes são denominados semitas. Porém, atualmente essa denominação se aplica erroneamente, somente a um grupo étnico, comumente rotulados também de sionistas. Para podermos entender melhor esses termos, voltemos no tempo, durante o apogeu dos reinados de Daví e Salomão. Após a morte de Salomão, as doze tribos que formavam o antigo Reino de Israel, se dividem: duas (Judá e Benjamim), permanecem leais a Roboão, herdeiro legítimo, que passa a governar o Reino de Judá com capital em Jerusalém; e dez aderem a Jeroboão, que formam o Reino de Israel (ou do Norte), com capital em Samaria. Enfrentando ameaças externas, os reis Omri e Acab combatem seus irmãos do Reino de Judá, e o Reino de Aram (atual Síria). Em outro momento, os israelitas do Norte se aliam à Aram contra a potência militar da época, o Império Assírio, que com Teglat Falasar III os submete ao seu domínio em 733 a. C. Israel tenta se libertar do jugo assírio, com o Rei Oseias, mas após um cerco de três anos a capital Samaria cai em poder de Sargon II, que ordena a deportação em massa dos habitantes, que se perdem nas cadeias da História. Paralelamente o rei assírio  incentiva a ida de assírios e outros povos orientais para Samaria e partes do antigo reino do Norte de Israel, onde mesclam-se com os poucos que haviam permanecido, dando origem ao grupo dos samaritanos.
             Mesmo sofrendo ataques da Assíria com Senaquerib, o Reino de Judá resiste e sobrevive, até ser conquistado pelos caldeus do Império Babilônico em 597 a. C., com Nabucodonosor II, que transforma o pequeno reino em um mero Estado vassalo, ordenando ainda uma deportação maciça. Durante o período do rei títere Sedecias, Judá se revolta contra o poderio caldeu no ano de 589 a. C.; em 587 a. C., Jerusalém é tomada e incendiada, junto com o Templo de Salomão, por ordem de Nabucodonosor II, o qual ordena ainda novas deportações. Porém, no reinado de Belsazar (Baltasar), os persas invadem e conquistam a Babilônia no ano 540 a. C., liderados pelo Rei Ciro. Este autoriza os hebreus, agora chamados de judeus a retornar a sua pátria, mantendo-se como vassalos do Império Persa. Todavia, os persas, durante o reinado de Dario III, são derrotados pelo Império macedônico, de Alexandre, que se torna senhor dos domínios persas, incluindo o Egito, e o território de Judá. Seguindo o que os persas haviam feito, os macedônios permitem a liberdade religiosa, exigindo apenas a submissão e o pagamento de tributos. Com a morte de Alexandre, seu vasto império é dividido entre seus generais. À Ptolomeu coube o Egito, inaugurando-se uma nova dinastia; à Seleuco, coube Aram, então já denominada de Síria, instaurando um reino que submete os judeus ao seu domínio. Esses reinos e outros que surgiram, como Pérgamo, Gedrósia e Bactriana, ficaram conhecidos como reinos helenísticos. No reino de Selêuco, este e seus sucessores, Antíoco Epífanes, Antíoco Eupátor e Demétrius, resolvem impor o culto a Zeus, proibindo, entre outros a religião hebraica. No que foi considerado uma imensa afronta pelos judeus, as autoridades selêucidas instalaram uma estátua de Zeus no Templo de Jerusalém. A atitude insuflou a revolta de um grupo nacionalista, cujos membros eram conhecidos como Macabeus. Após várias batalhas, os selêucidas reconhecem o Reino da Judéia, e os vitoriosos inauguram uma nova dinastia judaica, diferente da de Daví, e passam a denominar-se Hasmoneus. O Estado independente da Judéia sobrevive durante 140 anos. Entre os anos de 104-103 a. C., os Hasmoneus incluíram à força a Iduméia, antigo reino edomita, ao seu território.
             Porém, em meados do século I a. C., os próprios judeus entram em uma guerra interna pela disputa do poder, entre dois irmãos, Aristóbulo e Hircano, filhos de Alexandre Janeu e Salomé Alexandra. Ocorrida entre os anos de 67 e 63 a. C., essa guerra civil tomou amplas dimensões, quando Hircano recorre a Roma, contra o irmão, e neste ano (63), Pompeu, general romano, entra triunfalmente em Jerusalém. Aristóbulo e sua família são enviados a Roma como prisioneiros, enquanto Hircano recebe o trono, pelas armas romanas, tornando-se tributário da nova potência. Assim chega ao fim a independência do Reino da Judéia. Antígono, sobrinho de Hircano depõe o tio e tenta se rebelar, sendo derrotado pelos romanos, que logo em seguida entrega a coroa e o titulo de Rei, confirmado pelo Senado romano, para Herodes, idumeu, casado com uma princesa hasmonéia. Logo em seguida à ascensão de Herodes, surge outro grupo nacionalista, inspirado nos Macabeus, mas denominados de Zelotes. Estes iniciam uma campanha sem tréguas contra a ocupação romana em toda a Judéia.
              No período de Jesus Cristo, a  sociedade judaica estava dividida em: Fariseus, que seguiam à risca a Lei de Moisés; Saduceus, também seguidores da Lei, mas opositores dos primeiros, negando a ressurreição dos mortos; Herodianos, que apoiavam o clã de Herodes e as autoridades romanas; Essênios, grupo que preferia ficar longe dos centros urbanos, vivendo no deserto, cujo um dos integrantes era João Batista. Após a morte de Herodes, ocorrida em 4 d. C., seu reino foi dividido entre três dos seus filhos: Herodes Arquelau, Herodes Antipas e Herodes Filipe. Ao primeiro coube os territórios da Judéia, Iduméia e Samaria, logo deposto pelos romanos em 6 d. C., devido ao excesso de atrocidades cometidas, que nem eles mesmos toleravam, pois seria pretexto para os Zelotes continuarem sua campanha contra Roma. Assim, a região passa ao controle administrativo direto dos Césares, através de Procuradores , como Valérius Gratus e Pôncius Pilatus. Porém , os Zelotes prosseguiam e mesmo com a libertação de um de seus líderes, Jesus Barrabás, a luta prossegue, redundando na guerra de 66-70 d. C. Liderada entre outros por Simão Bar-Guiora, essa revolta conseguiu implantar um efêmero Estado judeu independente até a reação romana. Esta, comanda por Vespasianus, e depois pelo filho Titus, além de destruir Jerusalém e o Templo, causou a morte de aproximadamente 500 mil judeus, combatentes ou não. O número pode ser exagerado, mas quando a cidade é sitiada e cai, muitos judeus estavam comemorando o Pessach (Páscoa), o que atraía judeus de diversas partes.
             Martin Goodman afirma que a violência romana não poupou ninguém, pois a “classe dirigente da Judéia foi condenada ao esquecimento (...). Muitos ricos proprietários de terras foram presos, escravizados ou executados (inclusive crucificados). Em 132 d. C., nova revolta dos Zelotes estoura, liderada por Simão Bar-Kocha, e consequentemente, judeus ricos passam a combater lado a lado com os rebeldes. No entender de Roma, quando a própria elite se juntava aos revoltosos, a única solução era o extermínio; e aos que sobrevivessem restava a deportação de toda a população. Seguindo essa lógica, após sufocar a última revolta, o imperador Adrianus decreta em 135 d. C. a “desjudaização” da Judéia, sob pena de morte a quem ousasse desacatar tal decreto; inicia-se então a Diáspora. Dispersos pelo mundo, os judeus foram perseguidos, onde quer que se estabelecessem. Inicialmente dentro dos limites do Império Romano, e após a queda deste em 476 d. C., pelos reinos bárbaros que se estabeleceram. Ao longo da Idade Média foram perseguidos pela Igreja, que os considerava culpados pela morte de Jesus Cristo, em lugar de Barrabás. Para isso a Igreja se valeu da Inquisição, proibindo-os de praticar o judaísmo, e forçando-os à conversão católica. Foram perseguidos também, por motivos financeiros e econômicos, por diversos reis e imperadores europeus, confiscando-lhes os bens. Tal situação se manteve durante séculos.
               Contudo, por volta de 1890, um jornalista judeu de origem austríaca, Theodor Herzl, publicou um manifesto intitulado “O Estado Judeu”, no qual pregava o direito de seu povo ter seu próprio Estado, para escapar das perseguições sofridas ao longo dos séculos. E tal pátria deveria ser construída na Palestina, então habitada pelos árabes (também semitas) desde o século VII, e sob a ocupação do Império Otomano (turcos) desde o século XVI. Em sua publicação Herzl alegava o “sagrado” direito dos judeus retornarem à terra de Sión, nome de um dos montes, nos quais a cidade de Jerusalém foi edificada; por isso o movimento propagado ficou conhecido como sionismo. O manifesto de Herzl causou grande repercussão na Europa e mesmo com a situação na Palestina, judeus ricos passaram a comprar terras de grandes proprietários árabes, com permissão das autoridades turcas. Logo começaram atritos com os pequenos proprietários e sitiantes árabes palestinos.
             Em 1918, com a derrota da Turquia na 1ª Guerra Mundial, França e Inglaterra assumiram o controle de parte de regiões, outrora pertencentes aos turcos. Enquanto os franceses controlavam a Síria e o Líbano, os ingleses se ocupavam da Transjordânia, Mesopotâmia (Iraque) e a Palestina. Os ingleses permitiram  a ida de numerosas levas de judeus em detrimento dos palestinos, que não raro, tinham suas casas e terras meramente confiscadas, aumentando a tensão entre ambos. Com a ascensão do Partido Nazista na Alemanha em 1933, os judeus voltam a ser perseguidos sistematicamente, e com a Constituição Nazista de Nuremberg de 1935, perdem a cidadania e todos os direitos civis e políticos. Dessa forma muitos fogem para a Palestina, amparados pela Inglaterra, o que fez aumentar a tensão ainda mais entre árabes e judeus. Com a expansão nazista na 2ª Guerra Mundial, incluindo a ocupação da França e da Polônia, a população judaica passa a ser simplesmente eliminada pela SS. Os que eram presos tinham os bens confiscados, iam para campos de concentração como os de Dachau, Bunchenwald, Treblinka, Sobibor a Auschiwitz. Devido ao imenso número de cativos, o oficial SS, Adolph Eichmann, apresentou o projeto da Solução Final, acatado pela cúpula nazista e pelo próprio Hítler. Assim, perto de 6 milhões de judeus foram mortos em câmaras de gás e incinerados em fornos crematórios instalados nos campos. Com o avanço do Exército Vermelho na frente oriental, os soviéticos chegaram na Polônia, libertando os campos de concentração e revelando ao mundo “civilizado”, os horrores do Holocausto judeu. A divulgação da barbárie pelos Aliados, sobre o Holocausto, fez com que a opinião pública mundial “visse” com bons olhos a causa judaica e, em 1947, a ONU, sem consultar os árabes decide dividir a Palestina em dois Estados: um judeu e um palestino, com Jerusalém sob administração internacional, após a Inglaterra renunciar ao controle que exercia desde 1919.
              Segundo Ken Hills, os judeus aceitaram a proposta da ONU, “porque ela lhes garantia seu próprio Estado na Palestina, pela primeira vez em quase dois mil anos. Mas os árabes sentiram-se prejudicados e a guerra tornou-se inveitável”. Com a retirada dos ingleses, o antigo líder da Agência de Imigração, David Ben-Gurion, proclama a independência do Estado de Israel, no dia 14 de maio de 1948. No dia seguinte a Liga Árabe declara guerra ao Estado judeu, que com apoio americano e soviético resiste e vence em 1949, conquistando metade de Jerusalém, aumentando seu território e expulsando inúmeras famílias palestinas. No contexto da Guerra Fria, a União Soviética passou a ver Israel, como um “braço” americano no Oriente Médio; e em 1956, o Egito, comandado por Gamal Abdel Nasser, nacionaliza o Canal de Suez, que era administrado por ingleses e franceses. Estes incentivam Israel atacar o Egito, na chamada Campanha de Suez. Alegando defender cidadãos europeus, França e Inglaterra intervém ao lado de Israel e os três atacam o Egito. Em resposta a URSS, ameaça bombardear Londres e París, caso o Egito continuasse a ser atacado. Assim, com a intervenção diplomática dos EUA, o conflito se encerra e Nasser sai vitorioso do episódio, o que desagrada o governo israelense. Porém em 1967, o Egito, a Síria e a Jordânia formam uma aliança contra Israel, que ataca primeiro, e simultaneamente, os três países, em junho, no episódio conhecido como Guerra dos Seis Dias. Em curto espaço Israel conquista a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito, as colinas de Golán da Síria, a Cisjordânia e o restante de Jerusalém, da Jordânia. Nasser morre em 1970, sendo substituído por Anuar El-Sadat, que em 1973, junto com a Síria, deflagram nova guerra contra os judeus. Pegos de surpresa, na chamada Guerra do Yom-Kippur (Dia do Perdão), os israelenses perdem quase dois mil homens, mas com apoio dos EUA, impõem nova derrota aos árabes. Em resposta a Liga Árabe anuncia um aumento de 500% no preço do barril do petróleo, e um boicote para os países que apoiavam Israel. A medida acerta em cheio a economia americana, alastrando-se pelo mundo, no chamado Choque do Petróleo, obrigando os EUA a pressionarem Israel, quanto ao árabes.
              Todavia, mesmo sendo considerada a única “democracia” no Oriente Médio, o Estado de Israel adotou uma administração militar nos territórios palestinos, reprimindo quaisquer manifestações contrárias, como a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), de Yasser Arafat, que resolve pegar em armas, já no final da década de 1960, utilizando ainda métodos terroristas contra Israel e países ocidentais. Em meados da década de 1970, a OLP se instala no Líbano, continuando ataques contra cidades israelenses no Norte da Galiléia. Então em guerra civil, o Líbano, não consegue deter nem a OLP, nem Israel que em, 1978 faz sua primeira invasão contra a OLP. Com a condenação da ONU, Israel se retira. Contudo, em 1982, Menachen Begin, Primeiro-Ministro, e Ariel Sharon, Ministro da Defesa, planejam e ordenam a invasão maciça do Líbano por terra, ar e mar, mobilizando um efetivo de 80 mil homens. A operação cinicamente batizada de “Paz na Galiléia” se iniciou em junho, e após 14 mil fedayns (combatentes palestinos) mortos, e a capital Beirute cercada, a OLP  aceita se retirar do Líbano. Após a ocupação de Beirute, os israelenses cercam os campos de refugiados palestinos (que não eram combatentes) de Sabra e Chatilla; e permitem que cristãos da Falange da Direita libanesa praticassem uma cena de selvageria. Entre os dias 19 e 20 de setembro de 1982, esses cristãos falangistas mataram a golpes de machado, aproximadamente 2.500 palestinos e 700 libaneses, entre velhos, mulheres e crianças, pois os fedayns já tinham sido expulsos para a Tunísia. Segundo o escritor Domingo Del Pino, Ariel Sharon foi informado pelos líderes falangistas, sobre o que eles pretendiam fazer em Sabra e Chatilla. Israel só precisava manter os campos cercados, o que teria alegrado o Ministro da Defesa, pois alguém se dispunha a fazer o trabalho sujo.
                  Entretanto, a imprensa mundial divulgou a imagens dos corpos mutilados, causando comoção e revolta, até mesmo em Israel, tornando insustentável a permanência de Menachem Begin e Ariel Sharon no governo, sendo ambos obrigados a renunciarem. Conforme a análise do historiador Leandro Karnal, Sabar e Chatilla, provocou reações entre “a própria comunidade judaica internacional. Houve até quem, por vezes, comparasse a ação do Estado de Israel em relação aos palestinos como semelhante à ação nazista em relação aos judeus”. Outro episódio iria manchar a reputação israelense perante o mundo “civilizado”. Em 1987, um caminhão militar atropela e mata quatro jovens palestinos; ninguém é responsabilizado e, em resposta estoura a Intifada (levante popular) com paus e pedras contra metralhadoras, blindados e tanques. Na tentativa de deter esse movimento, o governo sionista, do Primeiro-Ministro Ytzhak Shamir, aplica a Política dos Ossos Quebrados, aprovada pelo Knesset, o Parlamento judeu. Seguindo essa lei, aqueles que atiravam pedras nos soldados deveriam ter os ossos das mãos e braços quebrados, com golpes de pedaços de rochas. Em 1991, uma equipe de TV americana conseguiu filmar essa cena de selvageria, e após a divulgação internacional, o governo israelense, mesmo “constrangido”, chegou a ameaçar a referida equipe.
                    O conflito israelo-palestino parece longe de ser solucionado, mesmo diversas tentativas, como os Acordos de Oslo de 1993. O contraditório em tudo, está que convencionou-se reservar o termo “semita” somente aos judeus, como mencionado no início deste relato. Assim, ofender ou humilhar, mesmo sendo dirigido a um indivíduo, é considerado um ato de anti-semitismo. O Holocausto na Alemanha, foi sem dúvida,uma prática anti-semita, considerado crime contra a humanidade. Por outro lado, episódios como os de Sabra e Chatilla e da política dos Ossos Quebrados, que deveriam receber o mesmo tratamento não o são; apenas são ”lamentados” e nada mais. Paralelamente, rotular um indivíduo ou o próprio Estado judeu de sionista, pode ser interpretado como ofensa. Muitos “ofendidos” acabam associando os termos, que possuem origens e explicações diversas. Até mesmo, uma grande parcela da comunidade judaica, incluindo religiosos, seja em Israel, Estados unidos, e até no Brasil, afirma que há um exagero, ou uma exacerbação na interpretação de tais denominações. Na realidade, somente aqueles que possuem interesses político-econômicos em jogo, é quem de fato associam os dois termos. Para tanto arrogam o “direito” de usar a expressão “semita” exclusivamente, e se sentem ofendidos ao serem rotulados de sionistas.
                                                                                                       Eddy Carlos.

Fontes pesquisadas.
AKCELRUD, Isaac. O Oriente Médio. Atual Editora. Campinas, 1986.
DEL PINO, Domingo. A Tragédia do Líbano. Clube do Livro. São Paulo, 1989.
GOODMAN, Martin. A Classe Dirigente da Judéia. Editora Imago. Rio de Janeiro, 1994.
HILLS, Ken. As Guerras Árabe-Israelenses. Coleção Guerras que Mudaram o Mundo. Editora Ática. São Paulo, 1992.
KARNAL,Leandro. Oriente Médio. Editora Scipione. São Paulo, 1994.
RHYMER, Joseph. Os Povos da Bíblia. Editora Melhoramentos. São Paulo, 1995.

E-mail: eddycarlos6@gmail.com  
Blog: conhecendoahistoriaprofeddy.blogspot.com.br

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